
| Level | Score |
|---|---|
| Purgatory (Repenting Believers) | Moderate |
| Level 1 - Limbo (Virtuous Non-Believers) | Very Low |
| Level 2 (Lustful) | Very High |
| Level 3 (Gluttonous) | Low |
| Level 4 (Prodigal and Avaricious) | Low |
| Level 5 (Wrathful and Gloomy) | Moderate |
| Level 6 - The City of Dis (Heretics) | Very Low |
| Level 7 (Violent) | Extreme |
| Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers) | High |
| Level 9 - Cocytus (Treacherous) | High |
Quem dentre vós sabe me dizer:
O que é plenitude?
O que é amor?
O que bondade?
O que é afeto?
O que é carinho?
O que é responsabilidade?
Nada do que vocês tem feito.
E nem eu.
Por isso eu mudei.
Desculpem a franqueza, mas eu não faço mais o tipo "garotinho engole sapo".
Agora eu decidí VIVER.
Desculpem, isso pode te magoar, ou até mesmo afastar você de mim.
Mas é o melhor. Pra Mim.
Até um dia.
Bravos sejam os que desafiaram o impossível.
Porque eles morreram.
Se conseguiram ou não, não importa.
Desafiar o impossível é assim. Paga-se com a vida.
Um dia chega a minha, a sua e a vez de todos como nós, desafiamos o impossível.
Passivel. Particular. Patronal. PATÉTICO!
O meu sol nascer declarando o fim das lágrimas.
Mas eu não ví o sol ainda.
Estou no escuro da falta de idéias.
E da falta do que fazer.
(suspiro)
À partir de hoje, eu sou vegetariano.
VEGAN mesmo.
Acabou o ânimo pra carne.
Vomitei pela alma a carne que eu um dia comí, até quase vomitar minha alma.
Uma bosta?
Come salsisha! Carne de 10ª qualidade misturada com papelão e excrementos humanos e vômito de rato.
Tempo. O tempo passou e ma castigou. Sou um tanto preguiçoso. Mas não fico parado.
Parei por agora.
Até porque, foda-se o que eu penso.
Houston, I wan't the victory, or something on the same value.
Over me, now.
Filosóficamente falando, a vida deveria ser um mar de rosas.
Sim, porque ela tem todos os elementos para ser bela, boa,
saudável.
Mas não é. Porque?
Não sei.
Mas o que eu sei é que a vida tem sido um tanto o quanto
bizarra comigo nesses últimos anos de vida. Nada do que eu
tenha feito ou falado tem feito efeito verdadeiramente. As
pessoas me olham como um quebra-cabeças sem solução, e o
pior, não procuram entender o porque. E para piorar as
coisas, ninguém ao meu redor quer olhar para dentro de si
para reavaliar seus desejos, suas vontades, de quebrar seus
dogmas, mesmo que errados, ou ultrapassados.
E qual a razão de tudo isso?
Viver mal, mas viver.
Ninguém arrisca tentar viver bem, porque pode implicar em
párar de viver. Pode ser o fim da vida, mesmo que péssima,
Pois o chao, pode ceder sobre seus pés; suas crenças, suas
verdades, seus dogmas, enfim, tudo o que te sustenta de pé
vai desabar. E como é ficar sem chão, sem parâmetro?
Eu vivo assim, criando novos parâmetros para guiar minha
vida. Não parâmetros estabelecidos na Idade Média, mas
novos ou revitalizados, que combinem comigo e com a minha
vida meio sem sentido ou razão. Eu não tenho medo de ter o
chão arrancado sobre meus pés e de ter minhas crenças
destruídas.
Não.
Eu sou uma árvore, que balança contra a tempestade
ideológica criada por um bando de babacas que se acham os
donos da verdade. Como se a verdade tivesse dono!
Eu sou um tipo de rebelde que vive contra tudo e todos, por
uma única razão:
SER, NÃO IMPORTA O QUE!!!
Houston, fucking over on this shit! NOW!
Dorme, e morre!
Filamentos da minha alma viraram um grande fio condutor.
Conduzindo choques de mais de 50.000 Watts até aqueles
que me machucam e me maltratam.
Cansei.
Cansei mesmo de ter o coração machucado e pisado por
quem só quer saber de si próprio e nada quer com quem
ama e se expõe ao ridículo, como eu, que embriagado de
amor, me entreguei sem pensar.
Agora, sofro.
E sinto mais e mais por não ferir os outros, para evitar
me ferir.
Matar para não ser morto.
Essa deveria ser a lei.
Mas...
Fui fraco e nada pude fazer, apenas ver minha morte de
camarote.
Sem condições de atacar, tive as armas tomadas, os braços
feridos e o coração trespassado por lanças em meu próprio
calvário.
E o ódio cresce.
O amor diminui.
O sangue ferve.
E um contra-atque sorrateiro se anuncia, uma punhalada
pelas costas se faz necessária, para mostrar que eu não
jogo cartas com o Diabo.
Eu não sou indeciso.
Eu sei o que quero.
E odeio quem não sabe.
Me quer? Não me quer mais?
Decida-se e me diga.
Eu, espero uma resposta.
Tiros no escuro me matam, mas também me fortalecem.
Quer ver?
Houston, fuck you very much!!! Over!
Aquém
Viver é tão estranho que me faz pensar no que eu realmente
faço todos os dias;
Viver de restos de mim mesmo perdidos como uma droga que eu
queria viver usando diáriamente para evitaruma crise iminente
em minha tão conturbada vida sem sal ou açúcar;
Viver procrurando a pessoa perfeita e a vida perfeita, sem
saber que nada disso existe realmente em lugar nenhum do mundo
porque ninguém é perfeito e o mundo é uma perfeita bosta fedorenta
que nos oprime a cada tentativa hipócrita de ser um ser humano
decente;
Viver pensando se você se encontra no ponto certo ou errado da
extremidade correta ou errada da vida e se um meteoro não vai
cair na sua cabeça por causa de alguma droga qualquer que alguém
tenha pensado em qualquer momento ou mesmo de um novo sputinik
russo que ainda esteja em óbita por falta de inteligência para
trazê-los de volta, como nossas desgraças que não tem volta.
Profundissimamente hipocondríaco como o próprio Algusto dos Anjos;
Inveterado alcoólatra como o próprio Álvares de Azevedo;
Podre por dentro como o próprio Allen Guisnberg;
Alucinado como um hipster da década de 40 dirigindo a 180km/h na
contramão sem nenhuma vontade de párar ou mudar de rumo só para
encontrar como destino fétido e incontestável um caminhão
carregado de estrume e bosta de um mundo inteiro que não me pertence
mas me carrega em sua merda toda;
Faltando a alma como um pobre vagabundo louco que perdeu a mente
num desses sanatórios por causa de choques e de remédios de mais;
Perambulando pelos becos das cidades em busca da alma do homem como
Jean-Paul Sartre em sua louca viagem pela falta de consiência de si
próprio entre livros teorias e a miséria da sua própria existência;
Como um cometa que se choca contra tudo o que existe no universo e
nunca volta pra casa porque ele não é mais o mesmo e não poderia
voltar nem a ser o que era, nem pra casa assim, deformado como um
cão que cai num vulcão de ferro derretido;
Liberto de tudo como os beats que foram de uma costa a outra e até o
México dos cogumelos alucinóginos e de um polo ao outro procurando um
porque para suas vidas de sentido e coração e vazias de si mesmos e de
preconceitos bobos sobre o que quer que seja;
Vivo, anida que vivo.
O mundo ascético me deixa cada vez mais cético e nada pode mudar
as preferências sexuais de ninguém nada faz sentido e o despreso
nos deixa imundos de sangue podre de governantes podres e ladrões
desfazendo os sentidos e depenando nossas asas fracas fuminando
nossos desejos e apagando nossas palavras mal escritas.
Mas tudo bem memso que ninguém ligue existe uma luta interna dentro
de todos os novos loucos filhos de uma geração perdida e fraca que
cerceia nossos sonhos e lutas contra o autoritarismo deslavado de
novos ditadores podres como nossas entranhas que são filhas da
podridão que nos foi empurrada goela abaixo durante anos pelos cereais
no café da manhã ou do caldo de carne no nosso jantar.
Randômico como os cd's que rodam sem parar no aparelho de som sim
eu sou mais um jovem da geração computador e video game que cresceu
sem infância trancafiado dentro de grades se sentido seguro e salvo
de homens do saco imaginários que na verdade eram hipster que desistiram
do nirvana para nos trazer a palavra que nos faltava na nossa boca
homens sujos mas com uma alma invejável para qualquer empresário
inexcrupuloso que chegou ao poder matando serventes de pedreiro e
seus pobres filhos sujos sem estudo e sem comida mortos de fome frio
e de tiros de policiais corruptos que matam por uns trocados ou
por não gostar da sua cara.
Sim crianças essa é a crua verdade que ninguém lhes disse antes
eu sou um enviado da morte que profana túmulos de profetas e mostra
as tripas podres do mundo para vós eu que mostro onde teus reis e
rainhas jogaram toda a merda escondida debaixo do tapete inodoro
que fede apenas aos pobres que sempre estão embaixo.
Vinde à mim todos e eu lhes mostrarei o caminho profetizado a muitos
anos por Sir Allen e pelo cavaleiro Jack e que foi esquecida pelos
fétidos hippies que perderam a alma hipster da revolução existencialista
ou pior venderam a troco de ums trocados numa pulseira de arame enrolado
com alguma bosta do mundo novo.
Vem dá-me tua mão para eu te guiar frente à escuridão dos Outdoors
da Avenida Paulista ou da Consolação.
SBC - 02/09/2005 Didjo Rotta
Houston, taking fire. Roger that. Over!
Sim, senhoras e senhores.
Não entendo mais nada.
Eu sou um grão de areia, mas sem entender o que o oceano faz a minha frente.
Meu avô tentou, no último dia dos pais, me convencer de que a gente tem de viver e deixar que o oceano se foda.
Mas não conseguiu.
Eu sou um grão de areia que pensa no porque eu estou aqui em frente ao oceano, se o oceano não teria coisa melhor para fazer e porque eu não posso sair daqui.
Eu sou o tipo de grão de areia que não pára. Que é levado pelo vento, até cair no olho de alguém.
É. Quem pensa causa desconforto à quem não pensa. E o pior: quem pensa causa desconforto àqueles que dominam o pensamento dos que não pensam.
Ou seja, dominadores odeiam aqueles que não podem ser dominados.
Eu sou um deles.
E eu estou, graças aos deuses, rodeado por muitos assim.
Aqui fica meu abraço aos meus TOVARISH's pelo apoio moral e vivo de suas palavras.
Um beijo às mulheres cheias de vida que invadem minha vida e nos deixam com mais vida.
(e especialmente a mais especial de todas, aquela que me tornou um pouco mais feliz, em meio a esse mar de Existencialismo e Beat: Dani.)
Enfim, mais uma vez eu confunfo e despeço de todos.
Houston, ok, computer... over!
Nesse fim de semana, eu fui agraciado com um livro.
Mas não foi qualquer livro.
Eu ganhei o Uivo do Allen Guinsberg. Um livro intenso e cheio de cicatrizes, pelo menos para mim.
Ele foi escrito em noites de benzedrina e álcool demais, em um manicômio, em bancos de carro roubados e em um apartamento solitário e sem água quente.
A 1ª parte do poema, é escrita sem um ponto final sequer.
É um jorro, um vômito de alguém que engoliu demais, digeriu, e devolveu para a sociedade todos os males que a mesma o havia feito passar.
De uma intensidade monstruosa, o livro me deixou cansado. Exausto.
Dormí até às 11h da segunda, após seu término, à 1h da mesma segunda.
E olha que eu quase nunca durmo tanto assim.
Bom, o fato é que o livro me fez rever uns conceitos antigos meus.
A ANARQUIA agora é muito mais intensa, muito mais psicodélica e com uma força maior, por causa de umas palavras vomitadas.
Esse livro deveria ser leitura obrigatória em todos os colégios do país.
"Eu ví os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas de bairros negros de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa, hipsters com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado na maquinaria da noite, que pobres esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando jazz, que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de cômodos, que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de Blake entre estudiosos da guerra..."
Allen Guinsberg - Uivo
Eu vou fazer mais por mim, e anarquizar mais minha vida.
Houston, I'm taking control... Over!
...
Anida não descobri o que acontece na cabeça das pessoas que me cercam.
Todas elas falam coisas e agem de forma estranha.
É. Elas são PHD em me magoar.
Não sei como isso acontece, mas é assim que funciona. Se eu conhecer uma pessoa, em pouco tempo ela vai me magoar.
Estígma. Karma.
Enfim.
Me magoem bastante.
Eu não sei até quando eu estarei vivo mesmo.
Encheu...
Houston, stick to the plan, over.
ps. tá achando que eu sou chantagista? Foda-se. Não devo nada a ninguém. Ou pelo menos ninguém quer que eu deva.
ps.2 eu generalizo mesmo, algum problema?
Meu saco encheu. Literalmente.
Amar é difícil, e não é disso que eu estou reclamando.
É que as pessoas acham que eu sou a solução pra todos os problemas da humanidade inteira!!!
Não me diga como eles acham isso. Eu, que sou o cara que menos respostas tem, tenho que me virar em 50 para arrumar respostas para minhas queridas pessoas.
Amigos, pais, irmão, família, mundo, tudo.
PORRA!!!
Eu não sou psicólogo, nem chofer, nem obrigado a PORRA NENHUMA!!!
O engraçado é as pessoas achando que podem te pedir o que quiserem e você é OBRIGADO a fazer.
Porque você é amigo, porque você é irmão, porque você é inteligente, porque você é filho, porque você sabe.
À partir de agora, FODAM-SE VOCÊS!!!
Se virem, negada.
Caguei pro mundo.
Houston, fuck you. OVER.
ps. algumas pessoas vão ler isso e não vão entender. Ok, eu explico. Não levem tudo a ferro e fogo. Tem pessoas que eu me viro do avesso para ajudar. Mas uma hora cansa ajudar todo mundo ao mesmo tempo. Principalmente quando não se tem nada a fazer. Como eu vou fazer algo se a pessoa não está no "raio de alcance" dos meus poderes? Pois é, desculpe a rebeldia repentina das últimas frases. Mas a angústia dentro do meu peito não tem cura imediata. Não, ao menos, por enquanto.
Eu já não sei mais o que fazer ou não.
Amar alguém já é bem difícil.
E quando essa pessoa diz que deseja que sua vida seja podre, no sentido junkie da palavra.
Quando ela quer só é sair pra balada, se drogar e se jogar na vida?
É... eu me encontro assim.
Rodeado de junkies.
Eu odeio todos eles... e eu me odeio por ser um também.
Mas eu posso mudar.
Eu não vou sair esse fim de semana.
Não.
Não vou ser junkie.
Vou ser o rapaz comportado.
Quero amar quem deseja viver, e não se matar aos poucos.
Felicidade não é ser junkie.
É estar limpo.
Junkie, eu sou isolado.
Eu afasto o mundo.
E eu vou me matar se eu continuar assim.
Eu não sou assim.
Desculpem.
Se alguém me vir na balada esse fim de semana, pode ter certeza que eu vou me matar na segunda.
Sem falta.
Houston, took your medicines and put in your ass!!!
I'm already free...
Over...
Todo dia tem um subsequente.
Toda hora tem uma outra hora que lhe sucederá.
E nada melhor do que um dia após o outro.
Cada vez que eu faço algo de errado, eu imagino: "Ainda bem que eu tenho amanhã pra poder consertar."
Mas tem coisas que eu nunca vou consertar.
As mágoas, as brigas, o pânico, o horror.
É. Mas nada como um dia após o outro para tentarmos ser melhor.
Para termos uma segunda chance, ou não.
Enfim. Eu hoje estou agradecendo por não ter me matado. Por não ter cometido suicídio semana passada.
Ainda bem que existem pessoas que ainda se importam comigo e me disseram não o óbvio, não o que todos dizem. Disseram coisas complexas que me fizeram pensar, que me fizeram me importar com a vida de novo.
Sim. Eu sou depressivo sim. Mas vivo cada dia para tentar mudar isso em mim. Para achar a cura. Para, principalmente, amar.
Obrigado a todos por me amarem, mesmo eu sendo assim, meio doido, meio confuso.
Saibam que eu os amo tanto quanto.
Porém, eu devo agradecer a duas pessoas por me ajudarem nessa fase.
Pai, obrigado. Eu sei que nunca irá ler essas palavras, mas o pouco que conversamos me ajudou muito.
Você sempre me educou e me ajudou. Sempre tentando entender essa minha cabeça maluca e essa minha loucura. Que seu caminho seja tão cheio de felicidades que você consiga me perdoar um dia por ser assim, impulsivo e devaneiante.
Dani, anjo. Você me mostrou uma razão para viver, e me ensinou a ser feliz. Eu nem sei o que eu faria se não houvesse você na minha vida.
Você me ensinou a importância de amar e ser amado, das coisas simples e da presença. Você me fez ver "colorido" de novo.
Bom, por hoje é só. Preciso voltar ao meu projeto dramatúrgico secreto para não dar moleza ao destino, né?
Houston, I need a pen. Over...
Não... eu não quis falar daquela figura de linguagem.
E sim, após a estrofe, vem a queda.
Eu sou um poeta-dramaturgo-escritor em crise.
Se não fosse estúpido e sabidamente ineficaz, eu atentaria contra minha própria existência.
Preciso da minha criatividade urgente!!!
Por hora, a carta final da peça que eu estou escrevendo.
"Lietz, 20 de maio de 1870 - 21:00h
Querida Anabelle,
Eu sei que nada do que eu disser poderá justificar a entrega de minha alma, dessa maneira, à chama eterna.
Sim, eu sei que não devo falar dessa maneira.
Mas eu queria era pedir perdão.
Perdão pelas alucinações. Perdão pelos gritos, pela loucura, pelas visões.
Mas principalmente, perdão pela ausência de amor que houve durante todo esse tempo.
Você é uma mulher maravilhosa e deve ser amada, ser feliz em suma.
Sei que meu filho podem ser um "fardo", mas peço que cuide de Friederich.
O pobre não merece a sorte que tem.
Eu sei que sou um fraco, mas essa situação acabou com minha estima pessoal.
Por isso, decido morrer.
Para me ver livre das alucinações e das brigas por causa delas com você.
Vou ao infinito e além, para encontrar a paz necessária.
Sem delongas, porque você já está para chegar e eu não quero estragar a surpresa.
Com muito amor e saudades (já...)
Anton Friederich Bernard"
Houston, give me a cup of brain. Over...
Eu estou cansado.
Cansado como se fosse morrer.
Eu deixei o mundo me consumir, e não fiz nada pra mudar essa situação.
Pior, se eu mudasse, eu faria mal a outras pessoas.
Agora eu preciso descansar...
Por muito tempo.
Sinto fome e sede, mas não vou comer.
Vou terminar meu texto e descansar...
"Teresa entrou em casa e não esperava.
Sua felicidade era tão grande que até esqueceu-se dos problemas.
Mas aquela imagem ficaria congelada na sua memória para sempre.
O Corpo de seu marido estendido no chão e o sangue espalhado a fizeram calar.
Como calar? Qualquer mulher gritaria numa situação dessas.
Mas ao ver essa imagem lembrou-se do marido, pobre homem atormentado, que estava em crise alucinógina faziam dois anos.
E por lembrar de toda a dor e sofrimento é que não gritou.
Ao contrário.
Disse baixinho: Vá com Deus, meu amor.
E saiu para avisar a polícia."
Houston, I'm very, very tired. I need to take a rest, over...
Eu entrei em minha mente hoje, e eu encontrei uma parte de mim que está vivendo o livro do Kerouack, "On the Road".
Que queria viver num vagão de trem, que queria ouvir o vento, tomar banho de chuva, comer comida ruim e viajar pelo mundo "on foot". Apenas com o polegar apontando para cima...
Mas isso é sonho... e como eu tenho pelo menos 35 personalidades, eu escolhí uma pra poder fazer essa viagem na minha mente e me contar tudo que ela viveu, pra eu poder ficar um pouquinho mais completo.
"It's the game, my friends." Você vive uma vida cheia de depressão, amigos imaginários, e poucos amigos reais, e você cria 'personalidades'.
É. Eu tenho multiplas personalidades. O bom: eu faço terapia sem ter que desembolsar um centavo. O ruim: se elas entrarem em conflito. Real WAR.
Desculpem a falta do que dizer. Eu funciono bem melhor quendo eu estou em 'exílio'.
Hoje, eu estou com o meu amor.
Thanks God.
Houston, I'm back. Don't no were is it. Over...